"Para conseguir o possível, há que tentar o impossível."
terça-feira, fevereiro 01, 2011
E quando... Perderes a fé Perderes o Norte Deixares de acreditar que te aconteceu Deixares de crer que desta vez consegues Resolve... Ganhar fé Tomar direcção Acreditar que a melhor história é mesmo a tua Acreditar que chegas ao fim.
Pensa nos minutos que te salvam, mesmo que sejam poucos. Não sabes como são os que estão por vir.
quarta-feira, janeiro 26, 2011
Que país é este? Carlos Silvino desmente tudo o que confessou, que o envolvia criminalmente não só a ele como a uma série de sujeitos acusados de cometerem dezenas de crimes pedófilos. Este caso tem 8 anos, as vítimas são adultas e têm as vidas marcadas para sempre. Há provas de gravações telefónicas nojentas, casas identificadas que foram usadas para os crimes, e muita, muita polémica, num caso que me parece que leva ainda mais alguns anos até estar completamente claro. Escolas privadas com 90 caixões na Avenida 5 de Outubro a revoltarem-se contra o corte das ajudas do Governo ao Ensino Privado. (Se calhar, o nosso Governo é bem mais comunista do que muitos julgam.)
Deixas um espaço para mim? Espaço não é tempo. O espaço é feito de memórias, de sorrisos, de atenção, de consideração. De amor. E não de muito mais. Às vezes, parece que a vida é injusta, que nos obriga a deixar um lugar quente e confortável, e a partir para a selva, que nos quer roubar cabeça. Mas cabeça não é espaço. Há sempre espaço para o que importa, mesmo quando a cabeça anda cheia, quando a agenda não perdoa. Aliás: é mesmo nesses momentos que arranjamos mais espaço para amar. E que esse verbo ganha força. Impressionante como, por vezes, parece que conhecemos verbos fortes, pesados, adultos, cheios da palavra compromisso, em letras miudinhas, como contra-indicação. Mas não, se o amor é uma droga, a única contra-indicação que lhe encontro (não, não é o compromisso) é outra. O compromisso não dói, não magoa, não atrofia, não fecha, não limita. A contra-indicação chama-se dependência ou, na vertente que mais gosto, entrega. Entrega, acima de tudo, de palavras, de actos, de espaço. Não de tempo. O tempo que queremos para nós, para a nossa vida, para delinear o nosso futuro, é aquilo que quem nos ama quer para nós. Estou a falar do espaço da sinceridade, do sentimento, e a ausência de medo. De gritar que se ama, de gritar que se tem saudades, de dizer baixinho que dói (mesmo se dói bem beeem alto). O amor é a força mais estranha do mundo, que todos achamos que conhecemos, mas que só sentimos quando os anos passam. Mas, a meu ver, querer ver os anos passar é a prova de que o amor pode durar. Com contra-indicações, com tudo o que vier. Porque há "desafios", e depois também uma outra espécie, a que gosto- com muito carinho- de chamar "desafios bonitos". E tu és o maior deles.
Será verdade que, por vezes, quando mais há para dizer, menos é dito. Devo um bilhete à vida, um recado a Deus, uma página de Diário escrita para mim. Devo muita coisa ao que passou. Devo muita vida ao que foi. Devo muito a muita gente, devo muito a mim mesma.
Não me faço entender? Se calhar é porque há pouco para entender e muito para viver. Apetece-me entrar em "mode" de folga. Pegar nos meus livros, ir sentar-me à lareira, parar o tempo e fazê-lo andar consoante a minha vontade. Viver momentos de novo, viajar, fazer 20 anos outra vez, cruzar-me de novo com pessoas importantes, e depois cortar pedaços dessas imagens e fazer um livro de memórias. Sim, queria fazer um livro de memórias. De memórias do passado, do presente, e -porque não?- do futuro. Encontrar sonhos e medos. Rever conquistas e perdas. Juntar todas as peças, as que estão lá e as que não estão.
Não gosto de ser demasiado vaga, mas... Parece-me que a vida não chega! Para dizer tudo, para mostrar tudo, para viver tudo. Para ser tudo, e nada, e mais um pouco do que não conheço, e do que tenho medo, o do que já fui e me deixa com saudades, e do que serei se souber ser paciente e aprender. Até aprender a fórmula, vou gostando de músicas que sabem falar por mim.
"Dois lírios sobre a mesa Uma janela aberta sobre o mar Trago em mim a certeza De quem espera p´lo teu voltar
Um cheirinho a café Fotografias caídas pelo chão E no ar uma canção Traz-me uma recordação
Tenho tanto por dizer Tanto por te contar Que a vida não chega Tenho o céu e tenho o mar E tanto para te dar Que a vida não chega
Tenho um poema escrito Guardado num lugar perto do mar Tenho o olhar no infinito E suspiro devagar
(...) O tempo aqui parou Desde que te foste embora Só a saudade ficou já não aguento tanta demora
(...) Tenho tanto por dizer Tanto por te contar Que a vida não chega Tenho o céu e tenho o mar E sei que vou te amar Para a eternidade…"
Encontra o teu equilíbrio, o teu ponto-chave. A música que tens que ouvir, o chá que tens que tomar, o hobby que tens que seguir, a maquilhagem que tens que pôr, o livro que tens que ler. O passeio que tens que dar. A tua rotina. A pessoa que consegues amar. O filme que te faz chorar, ou a anedota que te leva a gargalhar. A melhor hora do dia para estudar, a hora da lavandaria, a hora livre do teu dia, o café para tomares com aquela amiga com quem nunca estás, mas que te faz tão bem. O blog que tens que escrever. As pessoas a que queres chegar. A forma como o queres fazer. A voz que queres ter, a impressão que queres causar. O modo de te controlares, de relaxares, de perderes a cabeça e de buscares energia. A igreja a que gostas de ir, a cor com que gostas de pintar. Aquele duche-terapia, e aquela palavra que te liberta. Aquela memória que te sobe à alma (a alma é mais alta que tu?), aquele gesto que desce até ti. O momento em que tens que partir, e aquele em que tens que regressar.
Encontra o teu sítio, a tua essência, a tua vida. Consegue a tua paz. E, depois, vive o teu dia. Cada vez mais.
Uma coisa simples, normalmente tem 1000 significados. E, por isso, apesar de ser, no fundo, simples, parece complexa- e, de certa forma, não deixa de o ser. Uma coisa leve torna-se, por vezes, pesada. As coisas boas são quase tão difíceis de manter como de cativar.
E as coisas simples são as mais difíceis de sonhar, não são?