sexta-feira, junho 03, 2011

Não confundir o amor com a paixão dos primeiros momentos, que pode desaparecer. O verdadeiro carinho cresce na medida em que os dois estão mais unidos, porque partilham mais. Mas para partilhar é preciso dar. Dar é a chave do amor. Amor significa sempre entrega, dar-se ao outro. Só pelo sacrifício se conserva o amor mútuo, porque é preciso aprender a passar por alto os defeitos, a perdoar uma e outra vez, a não devolver mal por mal, a não dar importância a uma frase desagradável, etc. Por isso o amor também significa exceder-se, fazer mais do que é devido.
(J. L. Lorda)

quinta-feira, junho 02, 2011


As pessoas surpreendem-me. Melhor surpreendem-me que desiludem-me. Claro que também me desiludem, mas fazem mais que isso. São, mais frequentemente do que gostaria, exactamente o contrário do que espero. Mas isto é bom! Mostra-me que, de onde pouco espero, muito vem. E isto nos momentos mais oportunos. Quase que dá vontade de agradecer às pessoas quando nos dão boas surpresas. E às vezes a esmola é tanta... que já se sabe o que o pobre faz. Injustamente! Porque o que temos é sempre infinitamente maior do que pensamos. E isso sei-o graças a essas pessoas que me vão...surpreendendo. As que o fazem para o bem, mas também as que o fazem para o mal. Os dois lados da moeda são precisos, ou o ensinamento não vem claro.

segunda-feira, maio 16, 2011

Ele há exemplos!




Exemplos. Pessoas que conhecemos, que abraçamos, cujo cheiro conhecemos ou que nos deram força. Ou completos estranhos, que nos tocaram também de alguma maneira; pessoas com que nunca nos cruzámos e com que muito pouco provavelmente o faremos, mas que parece que fazem parte da nossa vida desde sempre. Pessoas destes dois tipos preenchem a nossa vida, e dão-nos força quando não a encontramos.

E não gostava de me ir desta para melhor sem conhecer esta senhora. Não é um ícone assim tão grande, muita gente não a elegeria como uma lenda histórica ou nas suas listas de famosos a conhecer. Mas encontro nela- e já há algum tempo- traços fortes. Comuns entre os Grandes!
I live to HEAL ruptures and bridge the human and the divine aspects of life, and I hope that by sharing my own experiences through speaking, writing and art, I can support people in their personal journeys, wherever they may be at," she explains. "The initial writing is for me, and the sharing of it is my offering to others to make these songs and writings their own. For people to derive comfort, inspiration, validation or self-definition in accordance to what I write or how I live...this is my service."
Alanis Morissette

sábado, maio 14, 2011

quinta-feira, maio 12, 2011

Todos os dias




O sol, como ouvi uma grande pessoa dizer no outro dia, nasce todos os dias. Por mais vulgar que pareça, é uma frase também ela grande. Não há um único dia que não venha mascarado de oportunidade. Que seja uma página suja. E não há um dia só que não exista para ser vivido. Não há um dia sem erros, sem memórias- boas ou más- sem fé, e sem desespero. Sem sorrisos e sem lágrimas, nossas ou dos nossos. Sem vento, sem frio ou calor. Sem escolhas. Sem música.
E também nunca vivemos dois dias da mesma maneira. Porque, por mais que queiramos, nunca somos iguais. Mudamos, da mesma forma que aqueles que vêm connosco mudam.

Mas cometemos o erro maior: esquecemo-nos de viver. Esquecemo-nos de cantar, de olhar para cima, de olhar para o lado. De chorar de alegria ou de dar um abraço a um amigo. De sentir: o verbo mais perigoso que existe. De acreditar. De acreditar que o passado é campo da contabilistas, que o presente é campo de guerreiros, e que o futuro é campo de sonhadores. E de encontrar o nosso lugar neste Mundo pequenino. Todos os dias mais.

domingo, abril 24, 2011

E, por vezes, fechar os olhos e sair daqui, adormecer, é tudo o que acalma a tontura. Às vezes, o passado magoa menos do que o presente.

segunda-feira, março 14, 2011

maldito relógio!

Escusado será dizer, odeio esperas. Mas, não sei porquê- talvez seja masoquismo- faço as minhas contagens decrescentes até à exaustão. E o que seria suposto acalmar-me, parece só me deixar mais ansiosa. Por um acaso do destino, diria eu, bastante feliz, o meu relógio partiu uma peça da bracelete há umas horas, o que significa que a tendência de olhar para ele a cada instante está um pouco mais controlada. Agora quero que o relógio ande rápido, em breve a minha perspectiva vai ser outra. Parece que no meio de tudo isto uma coisa é certa: o relógio nunca anda ao nosso ritmo. Apesar de, como se diz, estar certo duas vezes ao dia. Vou tentar acreditar que sim... Dêem-me só algum tempo....