segunda-feira, maio 16, 2011

Ele há exemplos!




Exemplos. Pessoas que conhecemos, que abraçamos, cujo cheiro conhecemos ou que nos deram força. Ou completos estranhos, que nos tocaram também de alguma maneira; pessoas com que nunca nos cruzámos e com que muito pouco provavelmente o faremos, mas que parece que fazem parte da nossa vida desde sempre. Pessoas destes dois tipos preenchem a nossa vida, e dão-nos força quando não a encontramos.

E não gostava de me ir desta para melhor sem conhecer esta senhora. Não é um ícone assim tão grande, muita gente não a elegeria como uma lenda histórica ou nas suas listas de famosos a conhecer. Mas encontro nela- e já há algum tempo- traços fortes. Comuns entre os Grandes!
I live to HEAL ruptures and bridge the human and the divine aspects of life, and I hope that by sharing my own experiences through speaking, writing and art, I can support people in their personal journeys, wherever they may be at," she explains. "The initial writing is for me, and the sharing of it is my offering to others to make these songs and writings their own. For people to derive comfort, inspiration, validation or self-definition in accordance to what I write or how I live...this is my service."
Alanis Morissette

sábado, maio 14, 2011

quinta-feira, maio 12, 2011

Todos os dias




O sol, como ouvi uma grande pessoa dizer no outro dia, nasce todos os dias. Por mais vulgar que pareça, é uma frase também ela grande. Não há um único dia que não venha mascarado de oportunidade. Que seja uma página suja. E não há um dia só que não exista para ser vivido. Não há um dia sem erros, sem memórias- boas ou más- sem fé, e sem desespero. Sem sorrisos e sem lágrimas, nossas ou dos nossos. Sem vento, sem frio ou calor. Sem escolhas. Sem música.
E também nunca vivemos dois dias da mesma maneira. Porque, por mais que queiramos, nunca somos iguais. Mudamos, da mesma forma que aqueles que vêm connosco mudam.

Mas cometemos o erro maior: esquecemo-nos de viver. Esquecemo-nos de cantar, de olhar para cima, de olhar para o lado. De chorar de alegria ou de dar um abraço a um amigo. De sentir: o verbo mais perigoso que existe. De acreditar. De acreditar que o passado é campo da contabilistas, que o presente é campo de guerreiros, e que o futuro é campo de sonhadores. E de encontrar o nosso lugar neste Mundo pequenino. Todos os dias mais.

domingo, abril 24, 2011

E, por vezes, fechar os olhos e sair daqui, adormecer, é tudo o que acalma a tontura. Às vezes, o passado magoa menos do que o presente.

segunda-feira, março 14, 2011

maldito relógio!

Escusado será dizer, odeio esperas. Mas, não sei porquê- talvez seja masoquismo- faço as minhas contagens decrescentes até à exaustão. E o que seria suposto acalmar-me, parece só me deixar mais ansiosa. Por um acaso do destino, diria eu, bastante feliz, o meu relógio partiu uma peça da bracelete há umas horas, o que significa que a tendência de olhar para ele a cada instante está um pouco mais controlada. Agora quero que o relógio ande rápido, em breve a minha perspectiva vai ser outra. Parece que no meio de tudo isto uma coisa é certa: o relógio nunca anda ao nosso ritmo. Apesar de, como se diz, estar certo duas vezes ao dia. Vou tentar acreditar que sim... Dêem-me só algum tempo....

segunda-feira, março 07, 2011





"Stupid, Ugly, Unlucky and Rich: Spike's Guide to Success", interessante. Precisava de um empurrão destes hoje!

sábado, março 05, 2011

Fogo


Adoro fogo. Já é uma paixão antiga. Não sei porquê.
Se calhar porque sou difícil, gosto de ver aquela chama toda a auto-consumir-se e a brilhar no escuro, os tons fortes a queimarem e a aquecerem. O barulho da lenha a ser consumida, os movimentos sem ritmo certo, mas contínuos. Bom e mau ao mesmo tempo. A cinza que deixa, o brilho que dá.
Tomo muitas decisões a olhá-lo. Parece que me saber falar. Ensina-me a não ter medo de ser intensa, real, e de ir "espalhando brasas" ao meu próprio jeito, mesmo que não seja o certo.
Ensina-me a importância de dar tempo à própria lenha, que pega se tem que pagar, não pega se não tem. E que arde ao seu próprio ritmo.
Todos os fogos da vida se apagam. A vida é o maior deles. E tudo deixa cinzas por aí..
Mas continuamos sempre à procura que um fogo que nunca acabe. Mesmo quando não nos sentimos com luz.