sábado, maio 14, 2011
quinta-feira, maio 12, 2011
Todos os dias

O sol, como ouvi uma grande pessoa dizer no outro dia, nasce todos os dias. Por mais vulgar que pareça, é uma frase também ela grande. Não há um único dia que não venha mascarado de oportunidade. Que seja uma página suja. E não há um dia só que não exista para ser vivido. Não há um dia sem erros, sem memórias- boas ou más- sem fé, e sem desespero. Sem sorrisos e sem lágrimas, nossas ou dos nossos. Sem vento, sem frio ou calor. Sem escolhas. Sem música.
E também nunca vivemos dois dias da mesma maneira. Porque, por mais que queiramos, nunca somos iguais. Mudamos, da mesma forma que aqueles que vêm connosco mudam.
Mas cometemos o erro maior: esquecemo-nos de viver. Esquecemo-nos de cantar, de olhar para cima, de olhar para o lado. De chorar de alegria ou de dar um abraço a um amigo. De sentir: o verbo mais perigoso que existe. De acreditar. De acreditar que o passado é campo da contabilistas, que o presente é campo de guerreiros, e que o futuro é campo de sonhadores. E de encontrar o nosso lugar neste Mundo pequenino. Todos os dias mais.
domingo, abril 24, 2011
segunda-feira, março 14, 2011
maldito relógio!
Escusado será dizer, odeio esperas. Mas, não sei porquê- talvez seja masoquismo- faço as minhas contagens decrescentes até à exaustão. E o que seria suposto acalmar-me, parece só me deixar mais ansiosa. Por um acaso do destino, diria eu, bastante feliz, o meu relógio partiu uma peça da bracelete há umas horas, o que significa que a tendência de olhar para ele a cada instante está um pouco mais controlada. Agora quero que o relógio ande rápido, em breve a minha perspectiva vai ser outra. Parece que no meio de tudo isto uma coisa é certa: o relógio nunca anda ao nosso ritmo. Apesar de, como se diz, estar certo duas vezes ao dia. Vou tentar acreditar que sim... Dêem-me só algum tempo....
segunda-feira, março 07, 2011
sábado, março 05, 2011
Fogo

Adoro fogo. Já é uma paixão antiga. Não sei porquê.
Se calhar porque sou difícil, gosto de ver aquela chama toda a auto-consumir-se e a brilhar no escuro, os tons fortes a queimarem e a aquecerem. O barulho da lenha a ser consumida, os movimentos sem ritmo certo, mas contínuos. Bom e mau ao mesmo tempo. A cinza que deixa, o brilho que dá.
Tomo muitas decisões a olhá-lo. Parece que me saber falar. Ensina-me a não ter medo de ser intensa, real, e de ir "espalhando brasas" ao meu próprio jeito, mesmo que não seja o certo.
Ensina-me a importância de dar tempo à própria lenha, que pega se tem que pagar, não pega se não tem. E que arde ao seu próprio ritmo.
Todos os fogos da vida se apagam. A vida é o maior deles. E tudo deixa cinzas por aí..
Mas continuamos sempre à procura que um fogo que nunca acabe. Mesmo quando não nos sentimos com luz.
segunda-feira, fevereiro 28, 2011
Casa
Uma espécie de vaga que chega de mansinho. Normalmente- para não dizer sempre- não a sentes chegar. Depois, arrasta-te para um turbilhão de sensações, medos, mágoas, esperanças, fraquezas, forças. Vira-te do avesso num segundo, indica-te a direcção com a mesma facilidade com que ta rouba... Mas, o mais importante: não te deixa imaginar a vida de outra maneira. E segues sem alternativa. E, na verdade, sem querer uma. Parece que chegaste a um lado qualquer. Das únicas vezes em que, no ponto de partida, sentes uma espécie de sentimento de chegada.
E estás em casa.
E estás em casa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
